Gestão de riscos é uma das coisas mais antigas da humanidade. No passado, culpávamos deuses por tudo o que não entendíamos. Chuvas demais ou secas? Algum deus estava irritado.
Com o tempo passamos do misticismo para o racional, entendendo as causas das coisas e criando formas de lidar com as incertezas. Peter Bernstein, no livro Desafio aos Deuses - A Fascinante história do risco, explicou como começamos a confiar mais na razão do que no sobrenatural. E Yuval Harari, no livro Sapiens - Uma breve história da humanidade, mostrou também como passamos a entender os ciclos da natureza e criar ferramentas para prever e lidar com o futuro.
Com o passar dos tempos, os riscos foram ficando mais complexos!
Foi aí que em 2006, o Fórum Econômico Mundial divulgou o seu primeiro Relatório de Riscos Globais, apontando que as principais preocupações eram o terrorismo, pandemias emergentes (gripe aviária) e crises econômicas mundiais. Até existia a preocupação com mudanças climáticas, mas longe de ser a prioridade como são hoje. Riscos eram tratados isoladamente, sem muita noção de como tudo está conectado.
20 anos depois, o cenário é outro!
Depois de eventos como a crise financeira de 2008, a pandemia de COVID-19, avanços tecnológicos e desastres climáticos, entendemos
que os riscos não andam sozinhos.
Tudo está interligado!
Um problema econômico pode alimentar crises sociais; um evento climático pode causar tensões políticas, e assim por diante. O relatório de
2025 mostra isso: vivemos num sistema onde uma coisa afeta a outra, sempre.
É bom lembrar que fazemos parte desta história!
Desde o início participei junto com especialista do mundo inteiro no desenvolvimento da norma ISO 31000 de gestão de riscos. Desde sua primeira versão lançada em 2009, a norma buscou fornecer diretrizes práticas para integrar a gestão de riscos na sociedade e nas
organizações. E na sua revisão em 2018, reforçou ainda mais que risco não é só ameaça, mas também oportunidade!
Hoje, o relatório de 2025 mostra que os desafios são ainda maiores.
Problemas imediatos como mudanças climáticas, conflitos armados e desigualdades sociais estão no topo das preocupações. E riscos de longo prazo, como o envelhecimento da população e dilemas éticos da inteligência artificial exigem nossa atenção agora para evitar crises no futuro.. Não dá para esperar esses problemas explodirem para agir.
A única certeza é que o futuro será cada vez mais complexo e incerto!
Mais do que nunca, a gestão de riscos precisa ser priorizada por todos, sociedade, governo e organizações. É preciso nos anteciparmos antes que as crises cheguem. Como recomendação, se capacitar, adotar a ISO 31000 e estudar relatórios como este ajudam a tomar decisões melhores. O mundo está cheio de ameaças, mas também de oportunidades!
Conte conosco, e feliz e seguro 2025!